domingo, 12 de dezembro de 2010

Grrrrrawwwwwwww...

Bahhh! Cansei! Cansei de ser boazinha e comedida. Estou com ganas de falar um monte de palavrões. Deve ser a TPM chegando e provavelmente amanhã ou depois eu fique com vergonha de escrever isso... Mas que seja: FODA-SE!
Conferi o gabarito do vestibular e descobri que estou mais burrinha... FODA-SE!
As férias na praia estão dando errado de novo... FODA-SE!
O Everest está enorme e eu não estou nem aí... FODA-SE!
Estou com alergia e nem sei de que... FODA-SE!
Tenho zilhões de provas para corrigir... FODA-SE!
E se alguém ler isso e achar que sou desbocada que F............... também!



Liguei o ON e fui dormir.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A primeira vez...

Ontem eu fiz vestibular... ahammmm... Letras-Espanhol... Quem disse que pessoas de mais idade não podem??? hahahaha... Estava bem difícil... Mas quem se importa?! Na minha idade o que vier é lucro... Enfim, isso não vem ao caso. O que importa é que o tema para a redação foi bem legal. A primeira proposta era sobre meio ambiente. Estou farta de meio ambiente, eu quero o ambiente inteiro... hehehe... A segunda proposta foi adorável. Quero dar um beijo em quem fez a sugestão. Um texto narrativo que contasse o porque do final do romance do casal da música "A primeira vez", composição de Roberto e Erasmo Carlos. Me esbaldei... Se a nota vai ser boa, eu não sei. Mas que quase chorei de emoção ao escrever, é fato. Valeu pelas oito horas que fiquei fechada respondendo as intermináveis cem questões em pleno domingo... Affffffffffffff...


Quando nós nos conhecemos
Num segundo percebemos
Que em nós dois

Tanta coisa poderia
Existir daquele dia
Pra depois

A impressão que eu sentia
Era que te conhecia
Há muito tempo atrás

A primeira vez
Que eu vi você
A primeira vez

Por aquele nosso encontro
Eu não sei por quanto tempo
Eu esperei

O lugar aonde fomos
E até mesmo o que falamos
Eu guardei

Era fim de madrugada
A chuva fina na calçada
Eu te segurei

A primeira vez
Que eu beijei você
A primeira vez

Outras vezes nós nos vimos
E em cada vez sentimos
Que o amor

Se excedia em cada beijo
E nos abraços o desejo
Explodia em nós

Numa noite inesquecível
Controlar foi impossível
Tudo aquilo a sós

A primeira vez
O amor se fez
Na primeira vez

Acordávamos sorrindo
Cada vez era mais lindo
Amanhecer

Era tanta poesia
Transbordando em nossos dias
Que eu nem posso crer

Que naqueles dois amantes
Tanto amor não foi bastante
Pra evitar o fim

Você disse adeus
Tudo terminou
Na primeira vez!
neste site tem o vídeo com a música

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Esforço físico

Estive a pensar e constatar que o esforço físico me faz muito bem. Não gosto de coisas prontas, fáceis, simples, preguiçosas, mal feitas...
Normalmente tudo aquilo que fica perfeito, requer um pouco mais de esforço físico: roupa bem passada, casa bem limpa, janelas brilhando, louça bem lavada, comida saborosa, sexo bem feito e por aí vai...
Tudo isso requer empenho, dedicação e muito esforço físico... Mas no final... Uh-lá-lá! Valeu a pena!
Estou até pensando em arrumar o jardim aqui de casa. Podar os cedrinhos, colocar terra na grama, plantar algumas flores, fazer mais alguns canteiros... Quem sabe até montar aquela fonte artificial que há tempos venho querendo... Isto vai requerer tremendo esforço físico!
Pensando melhor, vamos para a cama... hehehe... Depois eu decido se ainda quero o jardim!


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Manhêêêêê...

Aprendi muito do que sei com minha mãe. Herdei dela a habilidade na cozinha. Atualmente, mesmo com a visão estremamente prejudicada e a saúde debilitada, está sempre querendo testar uma nova receita. Aprendi com ela, desde menina, a distinguir um serviço doméstico bem feito e a fazê-lo bem. A habilidade com crochet (aprendi quando tinha oito anos), bordados, tricot e artesanatos em geral, também deve ter vindo de minha mãe. Hoje ainda, eu soube que ela esteve em uma loja de produtos para artesanato, amparada por meu pai, pois já não consegue sair sozinha, a procura de bolinhas de Natal. Deve estar tramando alguma coisa... hehehe
Estava lembrando alguns momentos inesquecíveis que minha mãe esteve comigo...
Meu primeiro dia como professora na escolinha rural. Eu tinha 18 anos e teria que ensinar turmas multiseriadas e ainda  dar conta da limpeza da escola e preparo da merenda escolar. Eram outros tempos! Ela foi comigo, organizou a cozinha da escola e preparou o lanche para os alunos, enquanto eu tentava dar aulas para quatro turmas na mesma sala e ao mesmo tempo... affffff
No último período da universidade eu tive problemas respiratórios bem sérios. Quando chegava em casa, já de madrugada, eu tinha medo de dormir, achava que iria sufocar, morrer, não sei ao certo. Minha mãe sentava ao lado de minha cama e velava meu sono até passar a falta de ar, eu me acalmar e dormir.
Uma vez eu me aborreci e falei para minha mãe que ela gostava mais de meu irmão, que se preocupava mais com ele. Ela me respondeu: "Não é isso , filha! Acontece que se você me disser que um pedaço de pau é uma pedra, eu acredito. Não tenho preocupações com você". Diante dessa declaração me convenci.
Quando minha filhota nasceu, ela esteve presente o tempo todo. E na primeira vez que minha filha chorou e eu não sabia o porquê, minha mãe estava ali, ela se desesperou comigo e me deu forças também. Foi nesse dia que eu entendi o que é ser Mãe e que um filho é para toda a vida.
Minha mãe me deu as broncas necessárias e o amor suficiente para que eu seja a pessoa que sou. E se não sou melhor, a culpa não é dela. Sei muito bem (e embora enquanto somente filhos não entendamos), que toda mãe quer somente o melhor para seus filhos.


Maternidade - Pablo Picasso - 1901


segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Pitangas!!!

Estou em uma fase de buscar coisas alternativas. Ouvir outras músicas, experimentar outros gostos, andar para trás e com os olhos fechados, caminhar por outros caminhos... E nesta de novos caminhos, resolvi andar por uma trilha que existe no bosque do clube que frequento. É um espaço curto, com muitas árvores e no meio das maiores, várias arvorezinhas de pitanga... mmmmmmmmm
Há quatro dias que desvio minha rota de corrida e vou saborear as pitangas. Que gosto de infância elas têm!
Já havia comido pitangas este ano, mas eram colhidas, não tem o mesmo cheiro e sabor. O gostoso é esticar os braços, ficar na ponta dos pés, fazer malabarismo para alcançar as mais maduras, que sempre ficam nos galhos mais altos.
O pequeno esforço é recompensado. Aquela polpa vermelha, sucosa, macia, algumas mais doces, outras agridoces, perfumadas, saborosas! Impossível não comer pelo menos dez. Colher e comer, assim mesmo sem lavar e depois cuspir o caroço feito criança... Tem coisa melhor?
Tem. Descobri que as pitangueiras tem sua frutificação de outubro a janeiro, desta forma estas lindas e deliciosas frutinhas estarão presentes na minha vida por quase todo o verão... hummmmmm